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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Professor Graciano Arantes - O Método.

Vou colocar algumas palavras sobre o meu trabalho. Desde que iniciei minha jornada como professor de violão (1998), venho dizendo: "Estou vivendo uma fase do tipo ..., experimentando ..., preparando novidades (didáticas) e sempre melhorando a maneira de lidar com o aluno e desenvolver um caminho agradável e eficiente para uma história de sucesso.

Hoje, ao invés de me colocar em uma determinada "fase" (experimentando linguagens e preparando novas aulas), posso dizer com franqueza que atingi o nível de competência. São onze anos... Uai, então quer dizer que eu já sei tudo? E com isso garanto que todos atingirão seus objetivos com o violão? Sim,passa por aí.

" Então quer dizer que já sei tudo?"

Sim. APRENDI A APRENDER. Como violonista já tenho o meu "couro grosso". Já levei grandes obras do repertório clássico para o palco, conheço o "caminho das pedras". Sei o que é repetir várias vezes uma mesma passagem ao metrônomo e no fim do dia ter colocado o traseiro na cadeira pelo período de algumas horas de trabalho e concentração. Sei o que é estudar duas ou três digitações diferentes da mesma passagem e não ver resultado, depois de certa insistência poder optar por uma delas. É perfeitamente suficiente para traçar o caminho de uma pessoa interessada ao instrumento. Conheço os métodos, já estudei vários, tive inúmeros professores e colegas de trabalho em conservatórios e escolas de música.

Posso afirmar com resultados na prática que tenho uma vasto conhecimento sobre a iniciação ao violão e com orgulho. Ainda preciso de "estoque", ou seja, aulas preparadas, mas isso é questão de tempo. Hoje mesmo preparei uma canção do Lô para Ana e fiquei na noite passada até as 02:00 da matina, escrevendo o meu ESTUDO Nº3,de minha autoria totalmente dedicado aos alunos. E olha que neste tempo eu deveria ter estudado o Concerto que estou preparando...

Sei até onde é "iniciação", tenho objetivos claros e matérias bem definidas para este perfil. Hoje posso dizer com clareza que tenho todos os recursos necessários para programar o tempo de curso de todos que frequentam minhas aulas. Ao término do primeiro mês já posso classificar o aluno, segundo meus critérios.

"E com isso garanto que todos atingirão seus objetivos com o violão?".

Dependo da resposta do aluno. O professor tem sua parcela de responsabilidade, assim como o aluno tem a dele. "Só não posso tocar para a pessoa ".

É comum receber o aluno sem que o mesmo tenha estudado o material proposto durante a semana. INFELISMENTE.

Vou dar um exemplo. Há três semanas passei uma pérola da música popular, "Todo azul do mar - 14 Bis" Música linda, motiva, encanta, é repertório para qualquer ambiente.

Mudei a tonalidade desta canção para facilitar a vida do aluno. Vou chamar este aluno de "lerdo". Pois bem, o lerdo não estudou o único acorde ( G7+, sem pestana e muito fácil de decorar)que ficou como tarefa para esta música. Na segunda semana também não estudou, nem escutou a música, e olha que ela está pronta aqui no blog, baixada, é apertar o play e som no coração. Na terceira semana também não mudou nada. O que esperar de um aluno desse? E as escalas que passei? e as ... ? Minha consciência está super tranquila.

Entendo que relação profesor/aluno é uma troca. O professor tem a responsabilidade em mãos ,transfere parte desta responsa para o aluno mas Se o aluno NÃO faz a sua parte, essa troca acaba. Neste caso, é comum o professor se tornar um "animador de festa".

Desenvolvi o meu modo de estudar com o aluno, mas não assumo o que é de sua responsabilidade. Vou até certo ponto.

Agora, lembram daquela segunda pergunta?

"E com isso garanto que todos atingirão seus objetivos com o violão?".

Claro! Se o aluno em questão não seguir os passos do lerdo, posso dizer que o candidato a "amador" realizará o seguinte (iniciação):



_ Ritmos; acompanhamento de canções batidas/arpejos (VIOLÃO POPULAR)


_ Teoria; conhecimento pleno do braço do violão; técnica e repertório brasileiro/universal (VIOLÃO CLÁSSICO)


_ Escalas maiores, menores e pentatônicas; Frases; improvisos (HARMONIA E IMPROVISAÇÃO)...

No mais é isto por hoje!Respondendo então a pergunta de alguns alunos....Boa sorte a todos !!!

6 comentários:

Caleb disse...

qual a diferença entre violão clássico e o erudito?
Caleb Uberlandia Mg

Blog do Professor Graciano Arantes disse...

Não tem diferença. Clássico é o nome dado pelos historiadores da música (erudita ocidental) entre 1751 e 1810. É o período entre Bach e Beethoven. É o período da "Primeira Escola Vienense" (Haydn - Mozart e Beethoven). Estes três compositores ditaram as regras da estética musical mais usada neste período. Melhor dizendo, os rumos da história da música de tradição européia. Uma de nossas raízes musicais. No período clássico a música instrumental teve maior importância que a vocal.

Blog do Professor Graciano Arantes disse...

E o violão? Que participação teve nisso?

Uai, nestes anos o violão não foi o grande impulsionador da história da música. Mas vejamos alguns dados.

No período anterior (Barroco) não existia esse instrumento que conhecemos hoje, com seis cordas simples, com técnica e repertório consolidado.

Grandes gênios apareceram e escreveram uma enormidade de métodos, Estudos, Sonatas Concertos e para o violão e orquestra. Temas com variações então nem se fala. E por falar em tema com variações, as variações que o Sor escreveu sobre a tão conhecida e badalada "Flauta Mágica" de Mozart é o que há de mais tocado entre todos os instrumentos.
Verdadeiras obras primas. Tem obras desse período que precisam de um caderninho para sua publicação. a "Grand Overture" do Giuliane tem 12 páginas na edição que possuo.

Blog do Professor Graciano Arantes disse...

Voltando à tão inspiradora pergunta, puxa! Valeu Caleb, muito obrigado por essa oportunidade. Participe sempre! Grande amigo e companheiro de batalha...

"Qual a diferença entre violão clássico e o erudito?"

Então, a música erudita é a música de tradição de concertos. Essa mesma música que hora chamamos de Renascentista, hora chamamos de Barroca, Romântica, Moderna e por aí vai... e o violão está inserido neste contexto, desde os primórdios e hoje é o instrumento mais procurado nas universidades, onde se ensina a música erudita.

Blog do Professor Graciano Arantes disse...

Mas porque então esse lance de violão clássico? Uma vez que ele participa de todos os períodos?

Não tem uma resposta certa. Mas foi o período em que dizem as boas línguas do gênero, teve o primeiro grande "bum" do violão.
Se a própria música erudita (ou de concerto ou culta ou de tradição européia ou ...) é carinhosamente apelidada de clássica, podemos considerar que para o violão este apelido também é bem vindo.

Blog do Professor Graciano Arantes disse...

E para o meu trabalho de professor de violão eu tenho uma definição do que seja esse violão clássico.

Considerando que os meus alunos (maioria deles) sejam iniciantes, devo colocar uma definição para nossa relação entre professor/aluno.

_Tocar no violão, algo que não seja para acompanhar outro instrumento (música instrumental) ou cantor já o considero dentro do clássico;

_Tocar algo no violão, em que as notas sejam codificadas em pauta musical tradicional;

Alguma dúvida?

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