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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Presença do Violão na Cultura Musical Brasileira: Heitor Villa-Lobos (1)


Em uma famosa canção dos Engenheiros o Papa é pop, e o pop não poupa ninguém! E o primeiro, legítimo e grandioso alvo do estigma pop-Brasil é a sua majestade, o Violão! A majestade é por conta de Dilermando, em suas glamorosas publicações de arranjos e obras originais para violão solo. Já, a legitimidade e sua grandiosidade fica por conta de todos os movimentos artísticos em que o nosso abençoado instrumento se faz fielmente presente. Tempos atrás, não tão abençoado, mas isso é assunto para outra conversa.





Enquanto o nosso país vinha engatinhando, e sem pretensão alguma se tornar uma nação, unida (ironic mode), para tentar compreender que nossa “raça” é apenas latina, com todas as variantes e belezas, todavia, o mais importante ainda caminhava a passos lentos, como a formação escolar, técnica e estrutural, de modo que tenhamos escola para criação de gente e coisas necessárias à nossa pátria. E, por que não, o planeta?!.
Enquanto nossa terra não sugeria algo tão concreto, surgiu da rua, das esquinas, das rodinhas, da biblioteca do pai, dos saraus entre amigos, da inteligência e sensibilidade absoluta, o jovem criador Heitor Villa-Lobos (1887-1959) no Estado da Guanabara e nos indica um caminho, se tornando o primeiro brasileiro (década de 1920) a levar algum conhecimento como uma grande novidade ao continente pai (ou padrasto).
Villa-Lobos foi historicamente importante em vários aspectos da música. Violonisticamente falando, um divisor de águas. Foi a partir de sua obra que o violão passou a ser tocado como violão, explorando seus recursos e idiomatismos desvinculando-se às linguagens mais aproximadas ao piano e grupos de câmara da tradição europeia.

Abaixo, a histórica e fantasticamente impecável interpretação de Fabio Zanon do Estudos nº12. Obra altamente avançada para a época em todos os aspectos técnicos e estéticos. Quem gosta de metal, rock pesado ou sonoridades diferentes tem maiores chances de gostar desta distinta obra. Lembrando que na década de 20 ainda não existia guitarra elétrica, ou mesmo cordas de nylon revestidas de aço para violão. As ideias contidas na peça são autênticas e os créditos são exclusivos de Heitor Villa-Lobos.  


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